segunda-feira, 1 de março de 2010

Prefeito de Rio Branco do Sul é assassinado
Segundo a polícia, Adel Rutz foi atingido por quatro tiros. Ele estava dentro do próprio carro quando foi abordado pelos criminosos

O prefeito de Rio Branco do Sul, Adel Rutz (PP), foi assassinado na noite desta segunda-feira (1º). De acordo com a Polícia Militar (PM), o crime ocorreu, por volta das 20h, na Rua Domingos Faria, no Centro da cidade da região metropolitana de Curitiba (RMC).

Segundo informações da PM, o prefeito estava dentro do próprio carro, um Golf, quando foi abordado pelos criminosos. A informação inicial repassada pela Polícia Civil era de que ele teria sido atingido por mais de dez tiros, disparados por pessoas que estavam em outro automóvel. No entanto, a Polícia Militar confirmou que Rutz foi abordado por duas pessoas que estavam em uma motocicleta de cor preta. Eles teriam discutido e o prefeito levou quatro tiros de arma de fogo: dois nas costas, um no peito e outro na perna. O carro da vítima estava próximo à residência em que ele morava.

De acordo com o investigador Elenai Ferreira, a moto utilizada no crime foi apreendida. Ele ainda informou que, por volta das 21h30, viaturas da PM e do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) rondavam a região em busca dos responsáveis pelo homicídio.

Depois que levou os tiros, Rutz ainda chegou a ser encaminhado para o Hospital Municipal de Rio Branco do Sul, mas não resistiu aos ferimentos. A polícia ainda não tem informações sobre a motivação do crime.

Histórico

Adel Rutz assumiu a prefeitura da cidade em janeiro de 2009 depois de ser eleito no ano anterior. Entre 2005 e 2008, Rutz exerceu o cargo de vereador no município. O prefeito anterior da cidade, Amauri Johnsson (PSC), renunciou ao cargo em outubro de 2008 depois de sofrer um processo do Ministério Público do Paraná que o acusava de fraudar licitação.

O município de Rio Branco do Sul fica ao norte de Curitiba e possui cerca de 30 mil habitantes.

O atual vice-prefeito da cidade, Émerson Stresser (PMDB) vai comandar a prefeitura.

fonte www.gazetadopovo.com.br
Alvaro Dias afirma não ter esperança de ser candidato pelo PSDB do Paraná
O senador afirmou que o PSDB estadual não permitirá que ele seja candidato; que dificilmente votará em Beto Richa e admitiu até deixar o partido

O senador Alvaro Dias (PSDB) afirmou nesta segunda-feira (1º) que não tem mais esperanças de ser candidato ao governo do estado pelo PSDB do Paraná. "Não acredito que o PSDB do Paraná permita que eu seja candidato", afirmou o ex-governador em entrevista concedida à rádio Band News de Curitiba.

Entre muitas críticas à direção do partido no estado, Alvaro disse ainda que não tem certeza nem se votará no candidato tucano para a sucessão de Roberto Requião. Deixa no ar a possibilidade de apoiar o irmão, também senador Osmar Dias (PDT) ao governo do Paraná, numa aliança com o PT

O senador disse que irá esperar os resultados das convenções partidárias para decidir o que fazer, mas o voto em Beto Richa (PSDB) está praticamente descartado. "Se o PSDB do Paraná desrespeita o programa partidário e ignora a ética, isso eu não posso acompanhar", afirmou na entrevista à Band News.

O descontentamento de Alvaro Dias com o partido se acirrou após a reunião da executiva do partido que, em uma espécie de pré-convenção, no dia 22 de fevereiro, oficializou apoio à candidatura do prefeito de Curitiba, Beto Richa, para o governo estadual. A reunião não tem valor legal de indicação partidária, que só acontece em convenção, mas deixa claro a posição dos "caciques" do tucanato paranaense.

A decisão fez Alvaro Dias até pensar em mudar de partido. Anteriormente, ele já afirmou que não tem a intenção de deixar o PSDB, mas na entrevista desta segunda-feira, afirmou que, se continuar sendo impedido de disputar eleições pelo PSDB do Paraná ele teria que buscar outras alternativas.

Por 17 a 1 PT decide deixar o governo Requião


Em desagravo tardio ao ministro Paulo Bernardo, que vem sendo duramente acusado por Requião de tentar superfaturar obra ferroviária e outras cositas más que incluem compra de estação de rádio em Laranjeiras, a executiva do PT decidiu, ha pouco, por 17 votos a 1, deixar o governo que tem apenas um mês para chegar ao fim.

O que faz um petista crítico perguntas: é 17 a 1 ou 171?

fonte www.fabiocampana.com.br
Maioria dos curitibanos quer Richa governador


Levantamento da Paraná Pesquisa mostrou o que todo mundo já sabe: a maioria dos curitibanos quer Beto Richa governador do Paraná. Na pesquisa, 58,8% disseram que aprovam que Richa saia da Prefeitura para concorrer ao governo. Os que desaprovam são 33,5%.

Além de aprovar a saída de Richa, os curitibanos estão confiantes com o desempenho de seu sucessor, o vice Luciano Ducci, apesar de ele ser desconhecido para 63% dos entrevistados.

Sobre a expectativa para administração Luciano Ducci, as respostas foram:

Boas: 51,8%

Regulares: 20,4%

Ótimas: 11,6%

Ruins: 4,0%

Péssimas: 2,5%

Não sabem: 9,7%


Na comparação com Richa, os entrevistados dizem que a administração Luciano Ducci será:

Igual: 68,5%

Pior: 12,7%

Melhor: 10,2%

Não sabem: 8,7%

Do blog do Fábio Campana

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Partidos contestam decisão do TSE a favor de Lula

Três partidos da oposição (DEM, PSDB e PPS) entraram no Tribunal Superior Eleitoral com recurso para pedir que o plenário da Corte julgue o mérito da representação apresentada pelas legendas contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, por propaganda eleitoral antecipada. Os partidos reafirmam no recurso que o presidente teria feito propaganda eleitoral antecipada durante a inauguração da sede do Sindicato dos Trabalhadores e Empregados de Empresas de Processamento de Dados do Estado de São Paulo, em 22 de janeiro deste ano.

No dia 12 de fevereiro, o ministro auxiliar Henrique Neves julgou improcedente a representação, em decisão individual, por considerar que não houve intenção de promover campanha em favor de Dilma no discurso proferido pelo presidente Lula, durante a inauguração do sindicato. Os partidos sustentam no recurso contra a decisão de Neves que o discurso de Lula tinha “nítido caráter eleitoral em benefício da candidata ‘de fato’ do Partido dos Trabalhadores”.

Segundo os partidos, o mérito deve ser julgado com base por se tratar de assunto "que ostenta uma importância ímpar para o restabelecimento da paridade de armas no pleito presidencial vindouro". Os partidos afirmam que "não é de hoje" que o presidente Lula vem "tentando massificar a ideia de que a agravada [Dilma Rousseff] é o agente público diretamente responsável pelos "feitos" alcançados pelos investimentos supostamente realizados pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC)".

Em recurso, as legendas argumentam que, em trecho do discurso no evento na sede do sindicato em São Paulo, o presidente Lula fez referência ao futuro lançamento da segunda etapa do PAC. "E o fato é que, ao falar do PAC II e do alegado fôlego orçamentário do Estado, o presidente, de modo sorrateiro, provoca a platéia a adivinhar quem é a candidata preferida a sucedê-lo na Presidência da República", ressaltam os partidos.

Segundo a oposição, do exame do áudio e do vídeo da solenidade, "é fácil perceber que todos os presentes entenderam perfeitamente a mensagem veiculada pelo presidente da República". Isto porque, de acordo com os autores da representação, a ministra Dilma é tratada pelo presidente Lula "como a grande responsável pelos feitos decorrentes dos investimentos do PAC". Com informações da Assessoria de Imprensa do Tribunal Superior Eleitoral.

MPF denuncia suposto repasse irregular do Incra ao MST

O Ministério Público Federal em Goiás (MPF-GO) denunciou supostas irregularidades em um convênio de repasse de verbas federais no Estado. Segundo informações do órgão, houve problemas em um repasse do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). O MPF denuncia que houve fraude na destinação de mais de R$ 190 mil aos sem-terra.

De acordo com informações do MPF, o dinheiro seria utilizado para beneficiar 679 famílias de agricultores e foi assinado entre a superintendência do Incra em Goiás e a Associação de Cooperação Agrícola no Estado de Goiás (Ascaeg), por meio da qual seria feita a cooperação técnica. Mas, segundo a denúncia, as famílias ainda não haviam sido assentadas pelo Incra. Caso sejam condenados, os denunciados podem ser punidos com o pagamento de multa e perda de função pública.


Comissão aprova parecer favorável à cassação de Arruda

O governador afastado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM), ficou, a partir de hoje, mais perto de sofrer um impeachment. A Comissão Especial da Câmara Legislativa aprovou, por unanimidade, parecer preliminar do relator, deputado Chico Leite (PT), favorável à cassação do mandato de Arruda. O próximo passo será notificar o governador - preso desde o último dia 11 pela Polícia Federal (PF) por obstrução da Justiça -, que terá 20 dias para apresentar defesa.

Arruda é acusado de chefiar um suposto esquema de corrupção que, em suma funcionava assim: empresas contratadas pelo governo pagavam propina e, depois, o dinheiro ilegal era repassado a deputados distritais da base aliada, secretários de Estado, assessores e ao empresário Paulo Octávio, que renunciou ao cargo de governador interino na terça-feira. A denúncia é investigada pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal (PF). O esquema ficou conhecido como "Mensalão do DEM".

No parecer, Chico Leite afirma que os fatos apurados até aqui são indícios suficientes para acusar José Roberto Arruda de crime de responsabilidade - por afronta contra o livre exercício dos Poderes, ofensa ao uso e emprego legal do dinheiro público e ainda afronta à probidade na administração pública.

"O crime de responsabilidade viola o direito de toda uma nação e até das gerações que estão por vir", afirma o relator, no documento. "A soberania popular, consagrada no texto constitucional, não se satisfaz apenas com a participação do povo na escolha de seus representantes. Antes, exige desses representantes comportamento compatível com a alta dignidade do cargo que ocupam", anota ele, em outro trecho.

Trâmite

Com a defesa do governador afastado em mãos, Chico Leite irá elaborar um parecer definitivo, contra ou a favor do impeachment. O prazo para conclusão deste segundo texto é de dez dias. O novo documento precisará ser aprovado mais uma vez pela Comissão Especial. Um parecer da procuradoria jurídica da Câmara Legislativa do DF, com a consolidação das regras de um processo de impeachment, determina que a partir da aprovação do relatório definitivo do relator, José Roberto Arruda não poderá mais renunciar para fugir da pena de inelegibilidade.

As regras consolidadas pela procuradoria jurídica determinam ainda que, se aprovado pela comissão, o pedido de impeachment entrará na pauta do plenário. Uma vez aprovado por dois terços da Casa (16 dos 24 deputados), Arruda será afastado do governo por 120 dias e uma Corte Especial - formada por cinco desembargadores e cinco deputados distritais - fará o julgamento final que pode cassar o mandato dele e impedi-lo de disputar eleições.

Dúvidas

Há dúvidas jurídicas sobre o número de anos que o governador eleito do Distrito Federal ficaria inelegível. A Constituição prevê oito anos fora da vida pública para o presidente da República vítima de impeachment, mas não fala sobre a pena aplicada a governadores. Parecer da Procuradoria-Geral da Câmara Legislativa afirma que Arruda, se cassado pela Casa, ficaria cinco anos impedido de disputar eleições.