sexta-feira, 12 de março de 2010

Esposas de prefeitos debatem política social nos municípios


A presidente da Fundação de Ação Social (FAS), Fernanda Richa, recebeu nesta sexta-feira (12) primeiras-damas de municípios que fazem parte da Associação das Esposas de Prefeitos do Litoral, Suleste e Região Metropolitana do Paraná - Assesplam.

Foi a primeira reunião da associação de 2010 e teve como tema a responsabilidade da gestão da assistência social dos municípios.

"Cabe a nós a incumbência de trabalhar em sintonia com as políticas públicas no combate à desigualdade, auxiliando no enfrentamento da pobreza e exclusão, por meio de iniciativas inovadoras de desenvolvimento social", disse Fernanda Richa.

A primeira-dama de Paranaguá e presidente da Assesplam, Joseane Baka, também falou sobre a importância dos encontros. "O objetivo desses encontros de confraternização é abrir espaço para discutir as políticas e trocar experiências entre as primeiras-damas", disse.

Em seguida, as primeiras-damas assistiram à palestra sobre a importância da mulher na construção de um município melhor, com a professora Maria de Lourdes Montenegro, especialista em Sociologia Política.

"Para o cidadão, poder público municipal é fundamental, porque é na porta do município que ele vai bater para solucionar seus problemas", disse Maria de Lourdes.

O encontro também foi marcado por uma homenagem às mulheres, com a apresentação da professora Cleusa Batista Lopes Martins, que falou sobre Tempo de Mulher.

Participaram do encontro as esposas dos prefeitos de Agudos do Sul, Balsa Nova, Campo Magro, Campina Grande do Sul, Contenda, Quarequeçaba, Quatro Barras, Paranaguá, Piên, Pontal do Paraná, Quitandinha, Rio Negro e representantes dos municípios de Antonina, Guaratuba, Lapa, Mandirituba e Pinhais.

No www.curitiba.pr.com.br
O sucesso de Beto Richa na Positivo informática

Nem Lula, nem Dilma, nem Osmar, nem pessuti, quem fez sucesso na Positivo Informática foi o prefeito Beto Richa, que deu autógrafos e posou para fotos.


No www.campana.com.br
No almoço na Positivo, todos, menos Requião

Terminou agora o almoço de Lula e comitiva na Positivo Informática na mesa principal: Lula, Beto Richa, Dilma Rousseff, Orlando Pessuti, Paulo Bernardo, Osmar Dias e, pela empresa, Helio Rotenberg e Oriovisto Guimarães.

Conversa amena. Nada de sucessão no Paraná ou na República em mesa tão ecumênica. Falou-se mais sobre as vaias que Requião recebeu pela manhã.

Depois das vaias em Araucária, Requião escafedeu-se.

Ministro do TSE aceita acusação contra Lula e Dilma por propaganda

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Felix Fischer aceitou a acusação de propaganda eleitoral antecipada contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff,
e votou pelo pagamento de multa no valor de R$ 5 mil, para cada um.

quinta-feira, 11 de março de 2010

Gravação de Requião é xingada pelo rádio


Policiais militares ouvidos pela reportagem contaram que, na noite de ontem, uma gravação com o governador Roberto Requião, feita em outra ocasião, teria sido transmitida pela frequência de rádio da PM. Requião dizia ter um “apreço profundo” pela corporação, segundo a gravação obtida pelo site Plantão 190. Ele invocava sua condição de oficial da reserva e dizia que, desde o início de seu governo, aumentou a remuneração dos praças. “Nós elevamos o salário dos praças de R$ 700 para R$ 1,7 mil, deve ser hoje o segundo maior salário do Brasil”, afirmava. Na gravação, Requião ainda prometia que os próximos aumentos teriam a mesma porcentagem independentemente de posto – o que não estaria acontecendo agora. “Quando for 10%, será 10% para o primeiro-tenente ao soldado, do capitão ao coronel”, afirmava. O governador citava o suposto uso político de uma gravação que veio a público em 2006, na qual falava de um “criame de PMs” na residência oficial, dizendo que se tratava de “brincadeira interna” que foi usada de forma desonesta por adversários, e ainda mencionava um grupo de oficiais de alto escalão que não estaria interessado em aumentos para as patentes mais baixas. En­­quanto a gravação estava no ar, ou­­tras pessoas entraram na frequência para xingar o governador de “vagabundo”, “nojento” e “safado”

Contra proposta salarial, PM faz paralisação em Curitiba
Policiais se aquartelaram em dois batalhões da capital. Mulheres estariam sendo convocadas para fazer piquetes em quartéis

Em protesto contra a proposta salarial apresentada ontem pelo vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) na Assembleia Legislativa os policiais militares de Curitiba pararam de atender ocorrências na noite de ontem. Eles ficaram aquartelados em pelo menos dois batalhões – o 13.º e o 17.º – e usaram a própria frequência de rádio da polícia para organizar a paralisação. As esposas também já foram convocadas para a mobilização. Pela lei, os policiais militares são proibidos de fazer qualquer tipo de greve ou paralisação sob pena de serem presos. Usualmente, as esposas são chamadas para fazer piquetes em frente aos quartéis, impedindo a saída dos carros – o que elimina, em tese, a responsabilidade dos PMs sobre a paralisação.

A movimentação começou na tarde de ontem, após a apresentação do projeto de reajuste salarial ao Legislativo estadual. O protesto foi marcado por uma série de informações desencontradas. Policiais militares que não se identificaram disseram à reportagem que houve interferências propositais no rádio da polícia e dizem que existiu paralisação de atendimento de ocorrências também no interior do estado. No entanto, ninguém confirmou oficialmente as informações.

As mensagens passadas no rádio afirmavam que, pelo projeto do governo, haveria uma disparidade do aumento entre praças e oficiais. Até mesmo uma gravação do governador Roberto Requião (PMDB) parabenizando a corporação entrou no rádio da polícia.

De acordo com depoimentos dos policiais militares não identificados, o protesto ocorreu porque a proposta de reajuste entregue pelo governo do estado não continha uma tabela de vencimentos. “Os aumentos salariais ficariam em R$ 150 para os praças e em R$ 3 mil para os oficiais. Os praças ficaram indignados e resolveram parar”, afirma um dos policiais. Na hierarquia da Polícia Militar, os praças são os policiais que atuam nas ruas, ou seja, os soldados, cabos, sargentos e subtenentes. Já os oficiais são os que possuem patentes de tenente, capitão, major, tenente-coronel e coronel.

Trabalharam normalmente em Curitiba apenas os policiais destacados para fazer a segurança no Estádio Couto Pereira, no jogo entre Coritiba e Luverdense, pela Copa do Brasil. Um policial militar convocado para este serviço ontem e que preferiu não se identificar confirmou que as interferências no rádio estavam ocorrendo. “Estamos trabalhando normalmente. A última vez que estas interferências ocorreram foi em 2001, quando houve o movimento das esposas dos policiais militares”, diz.

Segundo um major que não quis se identificar, duas viaturas de cada companhia foram convocadas no início da noite pelo Co­­mando de Policiamento da Capital para comparecer ao quartel central da PM e esclarecer a questão salarial. O major diz acreditar que a movimentação ocorreu por falta de informação da proposta de reajuste salarial proposto pelo governo estadual.

Ainda de acordo com o major, o esquema de paralisação iniciado pelos policiais militares pode ser sinal de uma insubordinação. “Os policiais se negam a atender os chamados e tudo ocorre durante esta conversa de esclarecimento no Comando. Não devemos chegar ao ponto de os policiais serem punidos”, afirma.

Porém policiais que ouviram as mensagens passadas pelo rádio durante a noite informam que foi levantada a hipótese de confronto com o Batalhão de Choque, responsável por fazer a prisão caso os policiais entrem em greve. O Choque estaria de prontidão no quartel central. “A tropa ficou indignada. Misturou com outros descontentamentos. Não há associação envolvida. A conturbação foi geral”, afirma. Além do descontentamento com a proposta de reajuste salarial feita ontem pelo governo do estado, os policiais reclamam da demora na aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 300, que tramita no Congresso Nacional e dispõe sobre aumento salarial de toda a categoria. O governo federal chegou a pedir aos parlamentares que deixassem a votação para depois das eleições. Caso haja o congelamento da votação, os policiais militares de todo o país prometem fazer paralisação nacional.

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quarta-feira, 10 de março de 2010

Policial é condenado a 12 anos de prisão por forjar provas da morte do estudante Rafael Zanella

Julgamento durou toda a terça-feira. Crime aconteceu em 1997 e condenado era superintendente do 12.º Distrito Policial


O policial Daniel Luís Santiago Cortes (foto) foi condenado a 12 anos e 10 meses de prisão por forjar provas no caso da morte do estudante Rafael Rodrigo Zanella, em maio de 1997, no bairro Santa Felicidade, em Curitiba. O julgamento do júri popular na 1.ª Vara do Tribunal do Júri começou por volta das 11 horas de terça-feira (9) e foi encerrado na madrugada desta quarta-feira (10), às 1h45. A sentença também determinou a perda do cargo do policial.

Cortes era o superintendente do 12.º Distrito Policial, em Santa Felicidade, responsável pela região onde ocorreu o crime. Ele foi condenado por atirar contra o carro dos policiais que abordaram Zanella para que se criasse uma situação de troca de tiros entre o rapaz e os policiais

Durante o julgamento foram ouvidos os promotores do Ministério Público, os advogados de defesa, as testemunhas do réu e o próprio acusado. Essa foi a quinta pessoa julgada por envolvimento no caso da morte do estudante. Na quinta-feira (11) mais um acusado será julgado. Carlos Henrique Dias era um dos escrivães da delegacia.

Segundo a acusação, Dias teria registrado os fatos de forma distorcida na noite do assassinato. O advogado dele, Antônio Rabello de Mello, diz que não havia como ele saber que tudo se tratava de uma farsa. “Dias não participou da manipulação do local. Era escrivão e chegou à delegacia quatro horas depois da ocorrência. Ele acreditou nos policiais e registrou o que eles contaram”, defende.

O julgamento está marcado para começar às 9 horas, segundo informações da 1.ª Vara do Tribunal do Júri. No total são 21 jurados, sendo que sete serão sorteados para participar do júri popular que irá proferir a sentença.

Na segunda-feira (15) será julgado Maurício Bittencourt Fowler, na época um dos delegados do 12.º DP. Ele teria sido o mentor da farsa e é acusado de tentar convencer os rapazes que estavam com Zanella a confirmar que o jovem era um traficante. Esta versão não corresponde à realidade, segundo o advogado de defesa Arnaldo Busato Filho. “Ele estava em uma partida de futebol quando foi chamado até a delegacia para atender uma situação de emergência. Quando chegou lá, já se deparou com o quadro pronto. Ele foi induzido a acreditar no que a equipe policial relatou que era verdade”, afirma.

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